Suave Oculto Sutil

Aceitação radical

A consciência expandida nada julga e tudo inclui. Eventualmente o perdão primário abarcará o perdão a todos os outros. Sem muito esforço.

Aceitação radical é aceitação pura e simples de pessoas, situações, circunstâncias e eventos como sendo, no exato momento da experiência, aquilo mesmo que são, daquele jeitinho, segundo a norma da Fonte Criadora. A cada instante, o universo inteiro é como é, uma dádiva que o momento presente oferece agora. A minha vida inteira, e as outras vidas também, levaram-me a este agora. Não aceitá-lo, querer que esse instante seja diferente segundo a minha expectativa, significa estar em conflito e em resistência contra o universo inteiro. As coisas são como são, e talvez não sejam como desejo que fossem. Posso desejar que elas se manifestem de outra maneira no futuro, mas agora, neste momento exato da experiência que vivo, não há senão permitir-me aceitá-las como são, porque saiba eu, ou não, escolhi vivê-las desse jeito. Não é a situação ou a pessoa que provocam a frustração que sinto, e sim os sentimentos trazidos do meu passado, aquela mochila que carrego, cada vez mais pesada, cujo conteúdo fico remexendo e cultivando, e que a situação ou a pessoa cutuca e traz à tona. Mero gatilho.

Ninguém é responsável pelo que sinto, não há quem culpar, só há que mudar a mim mesma, a maneira como sinto. A responsabilidade pelo que enxergo como ofensa ou infortúnio é exclusivamente minha. Esse é o meu fardo, mas é também o meu poder.

Cultivar aceitação radical proporciona um amplo alargamento do espaço da consciência e conduz ao perdão radical e primário, que é o perdoar-se a si mesmo. Porque a consciência expandida nada julga e tudo inclui. Eventualmente o perdão primário abarcará o perdão a todos os outros.

Sem muito esforço.