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Suave Oculto Sutil

Isvara

Inteligência criativa perene e imutável que reside insuspeitadamente no meu corpo e na minha mente subconsciente, isvara sabe o que é o melhor para mim e está sempre voltada para a vida.

Inteligência criativa perene e imutável que reside insuspeitadamente no meu corpo e na minha mente subconsciente, isvara sabe o que é o melhor para mim e está sempre voltada para a vida, revelando-me a decisão correta, aquela que abençoa não só a mim como também a todos os envolvidos, qual seja a questão em pauta.

Agradeço a resposta, que reconhecerei quando chegar para mim, e sei que chegará. Isvara, Espírito Santo, magnetismo de natureza receptora e feminina, guia e protege. Essa entidade eternamente benevolente que reside dentro de mim, ser humano que sou, não me abandona e busca sempre me alcançar por meio da frequência vibracional correta, que no entanto tenho que sintonizar, tal e qual uma estação de rádio, para poder captá-la.

Nem sempre me dou conta, não sei, não aprendi a escutar, enterrada que estou nas opiniões aprendidas. No entanto o amor de isvara por mim é incondicional, ainda que a minha percepção limitada por vezes não permita que as coisas em mim encontrem o seu lar e se estabeleçam. No piloto automático das crenças adquiridas, tudo acontece, e se for ruim, ó céus, ó mundo, culparei os outros, as circunstâncias e, claro, o bispo….

Isvara só tem um objetivo: a minha felicidade e alegria de viver, a minha paz, a minha saúde; não conhece outra coisa senão o foco luminoso no que a vida tem a oferecer de melhor para mim. Eu, com o meu ego, com a minha mente ensinada, tenho opiniões a defender e não abro mão, ainda. Os velhos gregos já diziam que a vida se divide em doxa e alethea, opinião e verdade.

Tenho que praticar para saber que essa minha porção divina existe, autêntico anjo da guarda que a educação, a sociedade e a ciência materialista insistem em abafar e afastar de mim. Ao tropeçar, de novo e de novo, sei que ainda não pratiquei o suficiente para desfrutar do tanto de sabedoria e clareza que ali, dentro de mim, está ao meu dispor o tempo todo.

Se não sou capaz de enxergar a ajuda, ela não existe para mim. No entanto, um pequenino esforço de fé verdadeira, aquela que confia sem perguntar, já me faria saber que a ajuda ali está, e não tenho que fazer nenhum esforço para merecê-la. Não foi isso que o mundo me ensinou. Distraída, acabo encobrindo esse dom inato com o lixo do mundo, que confunde amor com merecimento.

E quando desperto para isvara, há os que aplaudem, pois tenho me tornado um peso nas suas vidas, e há os que desaprovam, porque paro de ser objeto passível de manipulação, e não mais saberão como me enquadrar.

Em tempo, antes de fechar: Patanjali, guia-mestre, sugere essa prática no último dos cinco niyama, oferecida sob a forma de isvara-pranidhana. Cito aqui o comentário esclarecedor do professor Carlos Eduardo G. Barbosa: “De fato, isvara é o comandante que tem assento no coração e que fala a linguagem da intuição”.