Há tempos que o nosso mundo transformou-se num mais e mais e mais. Não sabemos muito o que mais. E os tempos não mais dão conta. Se o tempo, essa percepção humana aflitiva, ficou curto, quem sabe dia desses ele não desaparece de todo e volta para o lugar de onde na verdade nunca saiu: a eternidade.
E para onde vai o mais e o mais e o mais? Aquisição maciça de conhecimento, relações, opiniões, bens e objetos, tudo amplamente disponível mas que não mais dou conta de apreciar, dominar, compreender e muito menos compartilhar com os seres à minha volta, os que aceito, os que aprecio, os que amo. E também aqueles que tolero, mas com relação aos quais me esforço por encontrar caminhos de acolhimento e compreensão.
Entupimento de vias outrora fluídas, no trânsito, nas comunicações, nas artérias e veias dos corpos, articulações endurecidas, neurotransmissores e sinapses em colapso, emoções retidas.
Travou geral. Recolho-me qual tartaruga no seu casco protetor, espero a tormenta passar.
Eis que vislumbro saídas oriundas de um silêncio a princípio sofrido. O yoga, essa prática milenar que mais e mais vem sendo confirmada pelo braço quântico das ciências de ponta, está sempre ali no pano de fundo daquela parte da minha alma que sabe sem muito perguntar.
Penso em respirar, esse recurso sempre prontamente à minha disposição, a máscara de oxigênio a que recorro para ter condições de atender ao próximo. Eis um ensinamento cósmico que devemos às companhias de aviação! E a tábua de salvação prontamente se apresenta:
Niyama. Explico a seguir.