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Suave Oculto Sutil

Qual corpo?

Avança a medicina denominada energética, graças a uma expansão da consciência humana que vai sutilmente revelando mais e mais camadas insuspeitadas do nosso ser e estar aqui, na vida que flui através de nós.

A ciência espiritual do yoga, como também a de inúmeras outras tradições, estudada e confirmada através dos milênios por mestres e videntes, revela a existência de corpos sutis que nos permeiam e rodeiam.

Na atualidade, vemos definições ficarem cada vez mais precisas, à medida que avança a medicina denominada energética, graças a uma expansão da consciência humana que vai sutilmente revelando mais e mais camadas insuspeitadas do nosso ser e estar aqui, na vida que flui através de nós. Já existem estudos preciosos e detalhados, graças a uma ampla gama de terapias e seus praticantes, que se aventuram a saltar do que é plenamente material e perceptível aos nossos cinco sentidos para um novo paradigma inaugurado por Einstein, Planck e tantos outros cientistas geniais do início do século passado, perplexos todos diante das revelações do mundo da mecânica quântica. Um mundo misterioso e cintilante de ondas e nanopartículas irrequietas que não se permitem ser aprisionadas por medições. E pior, nada mais parece caber nesse balizamento de aparente segurança chamado de dimensão de espaço e tempo. Ambos se derretem, e os velhos rishis sorriem.

Tudo isso já tem mais de século, e a humanidade morosa continua distraída em crenças básicas aprendidas com afinco, por repetição caprichada, que se ancoram na mente comandada pelo hábito considerado seguro e confortável. Mas, e se esse verdadeiro biocampo de energias sutis vibrantes e geométricas pudesse revelar a raiz mais profunda de cada mal que nos aflige?

A visão mecanicista que embasou a física newtoniana do nosso mundo material serviu-nos por muito tempo, mas não há mais como negar as bolhas paradigmáticas que foram surgindo, aquelas que incomodam por não mais caberem nos conceitos tidos como indubitáveis por séculos a fio. Essa percepção de desencaixe incômodo, bem descrita pelo filósofo Thomas Kuhn, obriga-nos a aguçar o olhar.

O materialismo científico propõe a causação ascendente: só a matéria existe e a mente e o espírito tem portanto sua causa e origem na matéria, via cérebro humano. Não reconhece a existência independente do espírito.

O estudo das leis cósmicas, no entanto, nos confronta com a lei mestra do Mentalismo, a causação descendente da Divina Consciência Infinita que se apropria da matéria em etapas sucessivas de densificação. Segundo essa lei, o pensamento, o logos, cria os mundos, tal como a planta baixa, que o arquiteto imagina, pensa e desenha, acaba por criar a casa construída e acabada. Somos o efeito do nosso jeito de pensar.

Ofereço então essa hipótese, por vezes ainda de penosa aceitação para a maioria, para chegar aonde quero chegar num primeiro momento: delinear a maneira como o yoga lida com o ser humano, e nesse contexto, a relevância dos corpos sutis na manutenção da saúde física, emocional, mental e espiritual.

Já sabíamos. Foi maya que encobriu. Maya é o que pode ser medido, lembram? O princípio da incerteza de Planck abalou a ferramenta-chefe da ciência: a medição que fornece a certeza dissolveu-se na sopa quântica.